segunda-feira, 30 de abril de 2007


História da fotografia

Humberto


A história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Já em torno de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Alhazen em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.
Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604 o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo. Em 1725, Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam.O químico suíço Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.
Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.
Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.
Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.
Este consistia numa placa de cobre polida e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.
William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.
O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.
Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871, Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas.
Fonte: www. wikipedia.org

PESQUISA SOBRE O "CADÊ" PRIMEIRO SITE DE BUSCA DO BRASIL

Dudu Amorim


O Cadê? foi a primeira empresa brasileira no ramo de buscadores, sendo fundado em meados de setembro de 1995 por Gustavo Viberti e Fabio Oliveira; hoje é um site de busca pertencente ao Yahoo! Brasil. A busca localiza além de páginas na web, imagens, vídeos, notícias e produtos em um shopping virtual. Cadê também contou com um serviço de e-mail próprio (@cade.com.br).
História
1995 O Cadê? começou como Gustavo Viberti que, inspirado pelo norte americano Yahoo! , catalogava páginas da internet e disponibilizava os endereços na sua pagina pessoal. Mas foi Fabio de Oliveira quem acreditou que a empresa poderia ter sucesso, passando a se dedicar integralmente a divulgação da página e a busca de anunciantes para seu negocio. O maior problema da empresa no seu início, segundo os próprios fundadores, era a demora para catalogar as novas páginas, já que a rede crescia extremamente rápido e todas as novas páginas catalogadas passavam por verificação humana, diferente de outras maquinas de busca, como por exemplo o Altavista, que incluíam as novas páginas automaticamente.
Outra dificuldade encontrada no início da empresa "Cadê?" pelos seus fundadores era mostrar as agências de publicidade, possíveis clientes do "Cadê?", que a internet era um nova mídia que deveria ser explorada pela publicidade, já que na época não havia nenhum tipo de publicidade on-line.
1996
Neste ano a empresa aumenta seu quadro de funcionarios de 3 para 5 e a empresa recebe seu único aporte de capital no valor de 60 mil dólares (Revista IstoE dinheiro 11 de Janeiro de 2002).
No primeiro ano de operação o faturamento da empresa foi de 50 mil dólares (Folha de São Paulo, 6 de Fevereiro de 2000).
1997
A empresa cresce, anunciantes importantes começam a fazer campanhas, testes na Internet brasileira. A Amazon escolhe o "Cadê?" para sua primeira campanha publicitária no Brasil . A empresa conta com 12 funcionários.
1998
O crescimento da empresa se acentua. A empresa conta com trinta funcionários. O faturamento da empresa ultrapassa 1,5 milhão de dólares (Folha de São Paulo, 6 de Fevereiro de 2000)

1999 Em abril, Fabio e Gustavo vendem o "Cadê?" para a multinacional Starmedia.
Neste ano a companhia dobrou seu faturamento para três milhões de dólares ( Revista Isto É dinheiro 11 de Janeiro de 2002).
2000 Gustavo e Fábio deixam a empresa em abril. A companhia já contava com mais de 50 funcionários.
2001 Em janeiro, o "Cadê?" é adquirido pelo Yahoo! Brasil; Com a aquisição do "Cadê?", seu principal concorrente no país, o "Yahoo" torna-se um dos maiores portais do país em audiência: o site passa do quinto para o terceiro lugar na lista dos mais visitados. (Revista Isto Édinheiro 11 de Janeiro de 2002).
2002
Em janeiro, o "Cadê?" é adquirido pelo Yahoo! Brasil; Com a aquisição do "Cadê?", seu principal concorrente no país, o "Yahoo" torna-se um dos maiores portais do país em audiência: o site passa do quinto para o terceiro lugar na lista dos mais visitados. (Revista Isto É dinheiro 11 de Janeiro de 2002).
2006
O "Cadê?", agora batizado de "Yahoo Cadê?", muda a aparência de sua página inicial; além de contar com a busca a partir de sugestões de palavra-chaves baseadas nas buscas dos próprios internautas.

Os Blogs podem garantir a integridade da notícia.

Felipe Cabral grupo 1

Todas as produções verbais, escritas ou orais, constituídas de uma frase ou uma seqüência de frases, que tenham: início, meio e fim. Já possuem um certo sentido e, com isso, passam a adquirir um certo potencial persuasivo, ou seja, fazem alguém acreditar em alguma coisa.
No começo da imprensa, as palavras impressas possuíam um alto valor persuasivo devido à sua credibilidade. Para entender melhor o porquê dessa credibilidade, vale levar em conta uma regra básica que aprendi em alguma sociologia da vida: quanto menor o grau de exposição, maior o valor de culto. Ou seja, como a produção da informação não era tão democratizada e era difundida em uma escala menor que a de hoje, era mais cultuada e mais respeitada, logo mais credível.
Ao decorrer dos anos com a democratização da produção da informação, os jornais impressos se tornaram cada vez menos críveis e cada vez mais incríveis. Não só pela falta da credibilidade, mas por estarmos inseridos numa sociedade do espetáculo onde, algumas vezes, troca-se ética por audiência. Hoje, até mesmo a televisão já dá margem para contradições e informações tendenciosas, o que acaba comprometendo sua credibilidade.
Os Blogs aparecem neste cenário, não apenas como uma fonte de informação democrática, mas como um agente regulador que pode garantir a credibilidade da notícia transmitida por todos os meios de comunicação. Cada vez mais tudo que vira notícia, vira blog. Sugiro uma solução para a esse problema de credibilidade da informação, vamos abrir a cabeça e apurar, sempre, mais de uma versão dos fatos – e para isso podemos usar os Blogs, olha que legal.
Não basta absorver a notícia, é preciso interpretá-la.

Três Erros que todo blog pode fazer – Se não ler isso antes

Por: Joana Brazil, grupo 5



O Top Rank Blog, especialista em blogs de empresas focados em marketing online, postou sobre os três maiores erros que as empresas cometem ao implementar seus blogs institucionais e dicas para que eles não aconteçam. Os erros listados foram cometidos inclusive pelo Top Rank e as dicas foram elaboradas após mais de quatro anos de experiência de seus bloggers.

Essas dicas também podem ser cometidas na produção de qualquer tipo de blog, não só os de empresa. Por isso, é bom sempre ficar atento a eles quando você começa a blogar.


Dica número 1: OBJETIVOS

O primeiro erro de três é começar o seu blog sem um objetivo definido. Mesmo que o seu blog trate de 30 assuntos diferentes, é importante que o objetivo esteja sempre subentendido em seus posts. Dessa forma, você garante que as pessoas certas e interessadas entrem no seu blog, garantindo que as conversas se mantenham e que seu blog tenha longa vida. Seja seu objetivo começar discussões ou somente postar informações, seus leitores saberão o que fazer quando acessarem.


Dica número 2: CONTROLE

Aprenda a controlar o seu blog. Mantenha-o atualizado constantemente. Evite comentários que fujam dos assuntos e dos objetivos de seu blog. Poste sempre de acordo com seus objetivos e utilize ferramentas de blogs como os Trackbacks para saber quem está postando o que o seu blog diz. Assim, você terá o controle de seu blog e o que estão dizendo sobre ele.

Dica número 3: MÉTRICAS

Não utilizar métricas de visualização e clique é o terceiro erro mais frequente nos blogs institucionais. Através das métricas você pode saber o que dá certo e o que não funciona com o seu público. Sem elas, você pode perder os seus leitores por não saber o que eles querem ler. E ter essa informação pode manter seu blog vivo e seus leitores participando ativamente.


Referência: www.toprankblog.com

sábado, 28 de abril de 2007

Noticiário Robotizado

Rebeca Montenegro, Grupo 8

O projeto Google News foi desenvolvido nos Estados Unidos e produzido inteiramente por computadores, sem participação humana.
Quando o projeto foi lançado em setembro de 2002 houve uma enorme polêmica nos Estados Unidos sobre as conseqüências que o Google News teria para a imprensa em geral, e os jornalistas em particular. Na época foram feitas previsões apocalípticas, como a substituição gradual dos jornalistas por robôs, mas nenhuma delas se consumou, até agora.
A sacada do Google foi desenvolver um mecanismo que garimpa, hierarquiza e publica notícias produzidas por jornalistas de carne e osso em jornais, revistas, agências de noticias, sites jornalísticos, noticiários de televisão e rádio.
O sistema eletrônico desenvolvido pela empresa Google varre continuamente cerca de 200 publicações em português, no Brasil e em Portugal. O material recolhido é posteriormente processado e separado conforme a sua origem e tema para formar as edições brasileira e lusitana.
O Google News na verdade é um mecanismo chamado "agregador", ou seja, ele usa o trabalho de outros para desenvolver um produto novo. E neste caso, sem o trabalho de centenas de jornalistas de carne e osso, os robôs também ficariam sem emprego.

Diferença visível
A comparação do Google News versão brasileira com as páginas noticiosas dos principais jornais do país – durante o fim de semana 19-20/11 – deixou claras as principais debilidades do noticiário robotizado. Às 18h30 do domingo, os sites da Folha, Globo e Estadão já tinham em manchete principal o resultado do jogo entre Internacional e Corinthians, enquanto o Google News sequer mencionava o jogo.
Os robôs preferiram destacar a vitória, no sábado, do vôlei feminino brasileiro sobre a Coréia do Sul, o empate do São Caetano com o Atlético Paranaense e a derrota do Payssandu para o Vasco. Às 20h de domingo, quem visitasse o Google News brasileiro não saberia o resultado da partida ocorrida no Pacaembu, encerrada uma hora e meia antes.
Outro contraste claro: no mesmo corte de noticiário realizado às 18h30 de domingo, o Google News foi o único site a destacar a decisão de 58 familiares do terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi de condená-lo pelo atentado da semana passada em Aman, que matou 60 pessoas. Versões web da Folha, Estado e Globo não incluíram a notícia entre as quatro principais manchetes de suas edições no mesmo horário. O Google também foi o único a colocar a abertura dos arquivos da ditadura militar como a segunda manchete mais importante, no horário.
Fora o noticiário esportivo, as manchetes do Globo Online eram o recorde de bilheteria do novo filme sobre Harry Potter, a decisão da Casa Branca de escolher o Brasil como parceiro econômico privilegiado. Já a Folha Online destacou os planos para a reeleição de Lula e a guerra dentro do PSDB para a escolha do candidato presidencial do partido, enquanto ao site da Agência Estado trazia as seguintes manchetes: "CPI vai indiciar Buratti e Waldomiro" e "PT prepara reeleição de Lula".
A visível diferença de critérios na escolha de manchetes reflete a diversidade de opções feitas por cada página. Os grandes veículos escolhem suas manchetes em função da atualidade, agenda política e linha editorial da empresa. Já o Google News seleciona os temas mais importantes com base na freqüência e relevância que a matéria mereceu nos sites pesquisados.

Números de audiência
O material básico do Google News vem de fontes conhecidas como Agência Estado, Folha Online, Globo Online e Radiobrás, que têm estrutura própria para coberturas jornalísticas, mas o destaque de sua página principal acaba sendo influenciado pelas opções editoriais de veículos do interior do Brasil – como Costa Rica News (de uma cidade de 16 mil habitantes no Mato Grosso do Sul) , Jornal de Piracicaba, No Olhar (vinculado ao jornal O Povo, de Fortaleza), Diário da Serra (editado em Tangará da Serra, Mato Grosso) ou Bonde News (de Londrina, Paraná).
A empresa Google afirma que o critério de seleção de assuntos adotado em todas as suas edições em todo o mundo respeita a diversidade de políticas editoriais adotadas pelos diferentes veículos monitorados, sendo esta a razão pela qual as manchetes são tão diferentes.
Em parte isto é verdadeiro, porque as preferências de editores regionais, como o do Amazônia Jornal , acabaram levando a condenação familiar do terrorista Abu Musab al-Zarqawi a ocupar o alto da página do Google News, coisa que não aconteceria se a seleção fosse feita apenas com base nos grandes jornais do eixo Rio-São Paulo-Brasília, que deram pouca importância ao assunto.
Em compensação, a diversidade temática acaba seriamente comprometida pelo fato de quase todos os veículos pesquisados se alimentarem das mesmas fontes em matéria de noticiário internacional e nacional. O enfoque e a contextualização das informações acabam sendo os mesmos, e principalmente, da Folha de S.Paulo, O Globo, Estado de S.Paulo, Valor Econômico e das agências internacionais.
O Google News é o primeiro no Brasil na linha do noticiário automático, mas o sistema já tem pelo menos três outros seguidores em todo o mundo: o Topix, o Newsbot e o Kify News.
O Google News em inglês tem uma audiência global de pouco menos de 7 milhões de visitantes únicos por mês, segundo o Instituto Nielsen/Net Ratings, em medição feita em julho de 2005. É mais do dobro da audiência do Topix no mesmo período, mas fica muito abaixo dos 23 milhões de visitantes únicos do Yahoo News (que não é automático).

Por Carlos Castilho em 22/11/2005, Observatório da Imprensa

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Google quer dominar a internet. Será que dá?

Pedro Cruz, grupo 8
Em um cenário hipotético no qual os serviços de internet são vendidos em supermercados, pode-se dizer que o Google é a maior das redes varejistas. Suas prateleiras têm ferramentas on-line de busca, de e-mail, de comunicação instantânea, de vídeos, de planilhas, de texto, de edição de imagens, de mapas, de notícias e de rede social, para citar alguns exemplos. Mas, assim como acontece nas lojas, os usuários dessas soluções não podem simplesmente escolher produtos e levá-los sem pagar. O preço, talvez caro demais para alguns, é a privacidade.
“O Google sabe mais sobre você do que você sobre ele. Se tiver um segredo, não o digite na ferramenta de buscas, no Gmail ou no Orkut”, disse ao G1 David Vise, autor do livro “The Google Story” (“A História do Google”, ainda não disponível em português). Se a empresa não cobra diretamente por aquilo que oferece, tem uma base de dados com informações que garante a eficácia da venda de anúncios -- de longe, a principal fonte de renda da empresa. Por isso, é essencial que a organização aumente sempre sua base de usuários e o tempo de navegação dos internautas: quanto mais essas pessoas clicam em anúncios, mas a empresa lucra. E haja clique: em 2006, a receita ficou em US$ 10,6 bilhões.
Ao identificar o conteúdo das mensagens de e-mail, dos vídeos, das buscas e de outras ferramentas que indicam as preferências dos usuários, o Google cria um valiosíssimo banco de dados para empresas em busca de novos clientes. Sabendo que poderão atingir diretamente seu público-alvo, as companhias investem na divulgação dos sites que aparecem próximos aos resultados das buscas e também associados a outros serviços do Google (receba um convite para um lanche com os amigos via Gmail e, na seção “links patrocinados”, você verá anúncios sobre comida). Toda vez que o usuário clicar na página sugerida, o anunciante paga ao Google uma quantia variável -- é possível escolher, por exemplo, quando investir em cada clique. Sendo assim, a companhia precisa conhecer os internautas, saber do que eles gostam e, para isso, nada melhor do que integrar diversos serviços acessados por um único perfil. Qualquer semelhança dessa filosofia com a conta do Google, utilizada para acessar o Gmail, Google Talk, Orkut e Blogger, não é mera coincidência. Assim como, não por acaso, o comunicador instantâneo do gigante das buscas está disponível em seu webmail, os vídeos do YouTube podem ser acessados pela rede social Orkut. “Essa integração potencializa o uso das ferramentas da empresa, já que mais de 90% dos usuários brasileiros do YouTube usam também o Orkut. Esses quase 10% não acessam a página de vídeos são alvos fáceis para a conversão, pois o perfil dos usuários dos dois serviços é muito similar. E esse é um ponto interessante: provavelmente, os maiores serviços darão força àqueles que têm menos audiência”, afirmou Alexandre Magalhães, analista de internet do Ibope//NetRatings. “Do ponto de vista do usuário, essa convergência é positiva, porque permite visitar diferentes páginas com menos cliques”, continuou.
Força
A empresa -- sinônimo de internet para muitos -- ganhou popularidade por colocar no topo da página de resultados de buscas os sites consideradas relevantes para o usuário. Mas desde que o Google foi criado em 1998, como resultado de um projeto acadêmico de Sergey Brin e Larry Page, seu foco deixou de ser unicamente as buscas para tornar-se serviços da internet. “A IBM definiu a era do mainframe [computador de grande porte]. A Microsoft dominou a era do PC. E, hoje, o Google é o maior ícone da era da internet”, disse Vise.
“Atualmente, a companhia representa a maior força da internet. No entanto, nem tudo o que ela faz decola, como foi o caso do Google Video. Em situações como essa, o Google opta por comprar iniciativas de sucesso, como o YouTube, que lhe garantiu a liderança no segmento de vídeos on-line e impediu que seus concorrentes ganhassem força”, continuou. Com possibilidade de investimento, a gigante adotou um novo lema: quando não sabe fazer algo, compra uma boa idéia. Daí as aquisições do YouTube, do programa Writely (atual Google Docs) e do Earth Viewer (atual Google Earth). O crescimento, obviamente, não agrada a todos. Quando oferece gratuitamente documentos on-line para textos e planilhas, por exemplo, o Google provoca diretamente a gigante Microsoft, que obtém lucros com a venda de programas parecidos. No contra-ataque, a empresa de Bill Gates passou a fortalecer seus serviços de internet, dar mais atenção às buscas virtuais e também a integrar suas ferramentas com o Windows Live. Nessa batalha, a fronteira de área de atuação entre as duas organizações tornou-se menos clara: o Google começou a investir mais na oferta de software, enquanto a Microsoft fez o mesmo com os serviços de internet.
Liderança
Demi Getschko, especialista em internet e professor de computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que a centralização de serviços na internet é uma tendência. “Outras empresas fazem o mesmo, mas o Google conseguiu enxergar isso mais rapidamente, talvez por ser uma organização que já tenha nascido na internet”, acredita. Essa onda ganhou força quando percebeu-se a vantagem de os usuários realizarem muitas de suas atividades on-line, como escrever textos, tratar fotos e armazenar documentos. Se o gigante das buscas vai manter sua liderança e conquistar mais usuários para outros de seus serviços, é algo difícil de prever. Segundo Magalhães, o Google atualmente parece ser a empresa dominante, mas é impossível saber como essa história vai terminar. “A internet sempre traz surpresas. Monopólio ou não, dominante ou não, só conseguirá se manter a empresa que for boa no que faz e conseguir ser lucrativa a longo prazo. Em outras palavras, só depende do cliente.” Com o rápido crescimento, a companhia corre alguns riscos. Um deles é o fato de ela ganhar mercado dos concorrentes, o que coloca o Google na mira de outros gigantes, como Microsoft e Yahoo!. Por estar no centro das atenções, a empresa também deve ter muito cuidado ao gerenciar seus serviços -- o YouTube, por exemplo, já sofreu processos por divulgar o vídeo da modelo Daniella Cicarelli e vive sob a ameaça daqueles que protegem os direitos autorais. Ao ganhar ares de empresa grande -- que devem ceder a algumas pressões --, é possível que parte da audiência do Google migre para serviços mais alternativos e menos opressores, nos quais o controle é menor. Além disso, tem o alerta de David Vise, o autor do livro sobre a companhia: “O Google encara o risco da arrogância, que pode ser motivada por seu extraordinário sucesso. Por isso, a empresa deve ter cuidado e evitar voar muito perto do sol, para não se queimar e cair, como já aconteceu com outras organizações”. Recado de quem escreve há anos sobre o mercado de tecnologia.